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A mulher de César até pode ser séria, mas não tem moral

por Dafrog, em 06.10.22

Foi notícia, a semana passada, o facto de o marido da ministra Ana Abrunhosa (só o nome já indica que tem queda para nos dar música) ter tido acesso a fundos europeus para uma empresa de quem é sócio. Nada de errado no paradigma político português, ainda para mais devido ao facto a própria ministra ser responsável pela pasta que tutela a atribuição de tais fundos.

Foi bonito de ver a comissão de inquérito parlamentar com a referida ministra. Ao bom estilo das ditadu…perdão, das maiorias parlamentares, a ministra quis apagar da acta (!) a questão colocada pelo deputado do partido Iniciativa Liberal (IL) Carlos Guimarães Pinto sobre se o marido da ministra devolvia os milhões atribuídos ou se a própria ministra se demitia.

Após um pedido de desculpas por parte do partido que manda nisto tudo, ao deputado da IL, a ministra soltou uma lagrimazinha e disse que “à noite cada um faz contas com a sua almofada”. Eu sou mais de ressonar e de me babar um pouco com as minhas almofadas, mas cada um sabe de si.

Não obstante, a senhora ministra escreveu um artigo de opinião no qual refere não haver nenhuma ilegalidade na atribuição de tais fundos. Correcto senhora ministra, correcto. Mas que é imoral para xuxu lá isso é e o que melhor poderia fazer era pegar nas suas coisinhas e dar a vez a outro que os fundos europeus estão a arrefecer….

Fazendo uma busca rápida sobre a empresa do marido da senhora, de nome Thermalvet, descobrimos que o projecto que foi colocado à apreciação para atribuição de fundos europeus foi o seguinte:

thermalvet.png

Água das pedras para jecos. Parece redutor mão parece?

A esta ministra e todas/os as/os outras/os que a antecederam e que virão, convém dizer o seguinte: a ética pública deve ser discutida e não calada, nem apagada das actas. 

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publicado às 05:13




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